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No fim do século XIX, o magnata da imprensa nos EUA, William Randolph Hearst, introduziu em seus jornais tiras em quadrinhos diárias, as comics, que logo caíam no gosto do leitor americano. Essa novidade na mídia escrita trouxe, posteriormente, novos cartunistas e o surgimento de sindicatos de quadrinhos, que passaram a exportar as tiras para vários países.

Essas tiras chegaram ao Brasil na década de 1930 e logo se tornaram revistas, os populares gibis, alcançando um crescimento vertiginoso nas décadas de 1940 e 1950; posteriormente, começaram a surgir no país editoras nacionais com lançamentos independentes e os tradicionais almanaques de fim de ano.

Atualmente, o mercado consumidor de quadrinhos está crescendo, com o surgimento constante de novos artistas e roteiristas, além de eventos do setor em vários estados. A arte sequencial dos quadrinhos é uma forma didática atraente, que facilita a leitura do texto, por isso diversas escolas brasileiras passaram a adotar adaptações das literaturas nacional e estrangeira para o aprendizado de seus alunos, com resultados promissores.

“Um país se faz com homens e livros”, como bem disse o autor brasileiro pré-modernista Monteiro Lobato, e os quadrinhos querem e farão parte desse contexto.

As HQs provocam o encantamento e a reflexão, propiciando o mágico encontro entre roteiristas, ilustradores e os leitores.

Histórias em Quadrinhos e a experiência com jovens leitores

Quanto à interação de nosso livro, As aventuras de Mark Twain e Tom Sawyer, com os leitores e o modo de trabalhá-lo em sala de aula, gostaríamos de relatar nossa vivência em workshops com diversas escolas  de nossa região.

Foram experiências gratificantes, pelo interesse que alunos apresentavam, fazendo várias perguntas, esclarecendo dúvidas e vibrando muito quando o Eduardo desenhava personagens ao vivo.

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É  importante observar que, durante muito tempo, as HQs ficaram esquecidas, mas cerca de cinco anos atrás, finalmente, a ficha caiu e os professores e educadores reconheceram que as crianças adoram as revistas em HQ; a partir daí, as editoras passaram a editar muito mais livros em HQ e o governo passou a destacar esse gênero literário em seus documentos oficiais.

Hoje, já está comprovado que as revistas em quadrinhos:

  • Estimulam e despertam o hábito da leitura;
  • Melhoram o aprendizado dos alunos, além de desenvolver a criatividade deles;
  • Despertam o interesse do aluno para a leitura de livros, pois infelizmente a maioria dos brasileiros ainda lê muito pouco.

Enfim, nossa intenção, desde o início de nosso trabalho, foi motivar os alunos ao estudo e, aos poucos, criar um conceito positivo, fazendo com que eles sejam agentes de mudança de hábitos e costumes, de forma a criar um cidadão comprometido com sua cidade, desde a infância até e idade adulta.

Esperamos que, através da leitura de nosso livro, os leitores se envolvam com a mesma intensidade com que nós, autores, nos envolvemos nesse clássico da literatura americana.


Este artigo é cortesia de Walter e Eduardo Vetillo, em parceria com o Coletivo Leitor. Os irmãos Vetillo trabalham juntos – Walter é redator e Eduardo, ilustrador. Atualmente, escrevem e fazem adaptações nos campos didático e literário para as principais editoras do país. 


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